Jornalismo e hipertextualidade

Por Paloma Viricio
(Imagens: Internet)

Links e mais links. Pessoas unidas por um emaranhado de fios, que juntos formam redes conectadas como uma teia de aranha. Um labirinto de informações surge na tela onde a entrada do indivíduo conectado em rede é efetuada com um simples clique no mouse. Por isso, a definição de navegar, em um mar que a cada dia nos leva a oceanos do mundo inteiro. Hiperlinks fazem a ponte entre um site, blog ou uma ferramenta de rede social. O internauta não se vê fiel como um leitor de impresso, ele tem a possibilidade de explorar cada vez mais. Essas características resumem um pouco sobre a web 2.0, a web participativa e interativa. 
No texto o poder midiático, Ignácio Ramonet, enfatiza como a comunicação online é uma mistura de todas as mídias anteriores. “Poderíamos, há dez anos, falar dos meios de comunicação como um universo fechado, com sua própria lógica, com sua própria dinâmica, autônomo em relação ao resto do universo da comunicação, mas hoje isso não é possível. Antes havia um universo do texto, um universo do som, um universo da imagem; hoje isso está totalmente misturado.” (RAMONET, 2005, p. 244).


(Filósofo Ignácio Ramonet)


O jornalista antes tinha o poder de filtrar a informação repassada aos leitores. Na web 1.0, os hiperlinks eram caminhos que levavam a informações escolhida a priori, podando de certa forma a liberdade de escolha e limitando a navegação do indivíduo na internet.  Mas os tempos foram modificados e as características da web também. Com a chegada de Web 2.0, o comunicador deixou de ser o guardião da informação e passou apenas a observar o fluxo de notícias que caminha na rede. Os espaços participativos se ampliaram e o jornalismo deve promover interesse para que o leitor continue conectado em determinada página noticiosa. Quanto mais recursos utilizados, para chamar atenção do internauta e fazer com que ele entenda determinado fato de forma fácil é melhor. Os recursos multimídia auxiliam essa tarefa (vídeos, áudio, infográficos, animações e etc.).

Pensando em aspectos gerais, o jornalismo teve que modificar-se ou pelo menos adaptar-se a realidade causada pelo impacto das novas tecnologias no cotidiano das pessoas. Emissoras de TV, Rádios, Jornais, também entraram na web, criando uma versão online destes. O telespectador, o ouvinte, o leitor também querem interagir na internet e essa é uma forma de cada meio não estar excluso da web.


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A obra Jornalismo e hipertextualidade de Paloma Viricio foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Brasil.
Com base na obra disponível em palomaviricio.blogspot.com.


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