O ciberespaço como um passo metaevolutivo-Piery Lévy

Homem X máquina

Por Paloma Viricio
(Imagens: Internet)

O filósofo francês, Piery Lévy, acredita que a cibercultura não é neutra, ela pode interferir no real. Para ele, com as biotecnologias podemos criar novas espécies de plantas e animais, mas também  novos ecossistemas sobre os quais temos menos controle. Assim, Lévy acredita que a raça humana está tornando-se um superorganismo a construir sua unidade através do ciberespaço, que cresce como se fosse o sistema nervoso dessa biosfera. A vida seria como um processo evolutivo que caminha em direção a um processo mega-evolutivo, seguindo em destino a digitalização, virtualização e à inteligência coletiva. O ciberespaço cria uma outra relação de cultura. Existe então uma autonomia da cultura. De acordo com o autor, o ciberespaço não é um meio e sim um metameio que integra todas as mídias anteriores (escrita, imprensa,telefone, cinema, rádio, televisão)tendo o objetivo de criar e produzir signos.



A comunicação nesse espaço é feita de muitos para muitos gerando a interconexão geral em tempo real, onde formas culturais e lingüísticas estão vivas. Segundo Piery Lévy, a evolução está cada vez mais sob nossa responsabilidade. Somo responsáveis pela criação do ciberespaço porque produzimos os conteúdos que o nutri. Há ainda o pensamento que no futuro haverá a junção de homem e máquina através da criação de nanorobôs, computadores biológicos e hipercorpos modificados. Mas, ainda assim é importante o contato afetivo porque não podemos ser robotizados o tempo todo.



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Com base na obra disponível em palomaviricio.blogspot.com.

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