Entrevista com escritor Naicon Martins

Entrevista Jornalismo na Alma
Olá meus leitores!O Jornalismo na Alma traz entrevista com o autor Naicon Martins, que escreveu o livro Firewitch's- O sétimo espíritoAbaixo vocês podem conhecer um pouco mais sobre o escritor e também o livro.Vamos conferir?
Firewitch's- o sétimo espírito-Naicon Martins
Sobre o livro
Lisa cresceu cercada por livros e sonhos. Aos 16 anos de idade descobre que sua família nunca existiu e que seu mundo não passava de uma dimensão que a protegeu desde criança. Obrigada a retornar para seu verdadeiro mundo, Aragorn, Lisa terá que sobreviver a uma terrível perseguição que custará a vida de sua tutora, Anne. Protegida por Athus, um enviado da Fonte Phoenix para transportá-la de volta ao seu mundo, Lisa embarcará em uma grande aventura que testará todas as suas habilidades mágicas, até então desconhecidas. Separada de seu guardião, a garota contará com a ajuda de Louise, uma brilhante guerreira; Dan, um exímio domador do vento; e Zigg e Cliffe, os Pés-Grandes que jamais tomam banho e que são capazes de controlar o elemento terra. Unidos, serão capazes desvendar o segredo do Sétimo Espírito e impedir que o rei dos Carrascos, Malagat, recupere seus poderes e mais uma vez domine os sete reinos de Aragorn. O Sétimo Espírito é o primeiro livro da saga Firewitch's.


Jornalismo na Alma-Como iniciou o desejo de ser escritor?
Naicon Martins-Sempre gostei de escrever peças teatrais na época do colegial, mas o que realmente me motivou a escrever foi a escritora britânica Agatha Christie. Na época eu tinha 14 anos e estava fascinado pelos romances dela. O ponta pé inicial, por assim dizer, foi uma peça teatral baseada no livro “A Noite das Bruxas” de sua autoria. A peça não foi a frente e então eu precisava de alguma forma suprir uma necessidade interna de escrever algo. Foi então que escrevi meu primeiro livro: “Fleetwood – O Lago da Morte”.  O livro ainda continua inédito, mas quem sabe um dia eu venha a publicá-lo.



Jornalismo na Alma-Nos conte um pouco sobre o universo de Aragorn. De onde tirou inspiração para criá-lo?
Naicon Martins-Aragorn possui uma estória interessante. Não foi um universo inicialmente planejado. Surgiu de um momento de frustração, após ter perdido aproximadamente 200 páginas de um livro que escrevia à época. A solução que encontrei foi desistir totalmente da obra e iniciar uma outra, em um outro mundo, onde nada correspondesse com a realidade. Eu já tinha os personagens, saídos da antiga obra, porém, ainda não tinha um universo para eles. Eu queria um mundo mágico com vários continentes, habitados por bruxos, elfos, anões, trasgos, dragões, cavalos alados e toda espécie de seres e criaturas fantásticas. Cada qual com seu próprio reino, onde cada habitante possuísse um poder característico. O desafio foi grande, pois, com tantos universos já criados, precisava de algo original.

Reino FantásticoLembro-me que peguei uma folha de papel, um lápis e uma borracha. Comecei a desenhar o que seria os continentes. Um por um os sete reinos surgiram. No entanto, ainda não tinha nome para o universo e nem para os reinos. Vasculhando a mente, me veio o nome de Aragorn. Curioso que na época não havia percebido que o nome era de um dos personagens de J.R.R. Tolkien. Mais tarde pensei em alterar, mas decidi manter. O que realmente importava era que não se tratava de Tolkien, mas de um nome como outro qualquer e que mesmo que houvesse semelhança de nomeação, em nada se pareceria com os habitantes da Terra Média.

Por fim, concluí a criação batizando os sete continentes em homenagem aos sete sacerdotes que protegiam estes reinos. O resultado final foi esse: Reino de Grifus Allenah; Reino de Christian Bellyhan; Reino de Draco Bladfire; Reino de Galenger Goldenwarth; Reino Suspenso de Actinos Thunderay; Reino de Mysth Crystalice e Reino da Fênix.

Naquele momento, onde eu tinha tudo criado, percebi que era hora de criar uma lenda que motivasse todo o livro. Foi aí que surgiu Firewitch’s.

Jornalismo na Alma-Se tivesse oportunidade viveria em Aragorn? Por quê?
Naicon Martins-Com certeza viveria. Não sei ao certo qual reino escolheria, mas de ante mão, o Reino da Fênix me fascina. É o centro político e bélico de Aragorn. É onde também se encontra o maior conglomerado de castelos do mundo: a Fonte Phoenix. Acredito que quando se cria um mundo, seu criador vive dentro dele a todo momento, criando, destruindo e recriando. Comigo não seria diferente. Aragorn não é apenas um mundo literário entre tantos outros. É o meu mundo!

Jornalismo na Alma-A saga Firewitch's é composta por quantos livros?
Naicon Martins-A saga será escrita em cinco volumes. Os dois primeiros apresentarão a trama ao leitor. Os três seguintes narrarão o início de uma guerra contra as raízes do mau. Será uma saga épica.

Jornalismo na Alma-Como surgiu a escolha do nome do livro?
Naicon Martins-O nome da saga surgiu da junção dos termos: “Bruxa” e “Fogo” em inglês. Daí o nome Firewitch’s, que na tradução literal significa “Bruxa de Fogo”. O nome não foi ao acaso. Veio para designar duas armas poderosas criadas por uma bruxa que conseguiu aprisionar os poderes de uma Fênix em uma varinha mágica e converter as chamas da lendária ave em uma espada dourada. As duas armas juntas formam as chamadas Firewitch’s, que somente podem ser manejadas por uma bruxa em especial que, assim como a Fênix, renasce a cada 300 anos.

Vi que você já escreveu outros livros. Algum deles é seu xodó? Por quê?
Naicon Martins-Com certeza o segundo volume da saga Firewitch’s é meu xodó. É um livro que superei em todos os sentidos o atual livro publicado. Além de possuir mais de 700 páginas, é uma aventura inigualável. Me preocupei muito em amarrar cada capítulo e depois surpreender o leitor no final da estória. Foi um livro que aprendi muito. Minha escrita melhorou consideravelmente. O livro, em si, narra a estória de Lisa e seus amigos após os acontecimentos de Firewitch’s – O Sétimo Espírito. Na obra, a personagem se depara com uma carta enviada por um inimigo que todos julgam estar morto. Lisa embarca em um verdadeira aventura atrás deste homem para tentar desvendar uma série de assassinatos que parecem estar interligados com os acontecimentos do primeiro livro. No entanto, se surpreende ao descobrir que o próximo alvo será ela mesma. Ação, aventura, fantasia e uma pitada de romance embalam este livro. Uma verdadeira vingança é tramada no segundo volume de Firewitch’s. Acho que isso explica porque ele é o meu xodó.


Jornalismo na Alma-Seu livro é repleto de criaturas fantásticas. Se pudesse destacar uma em especial qual seria? Por quê?
Naicon Martins-Entre tantas criaturas, minhas preferidas são os Pés Grandes. São criaturas que em muito se parecem conosco, exceto pelos pés que são exageradamente grandes e por isso, vivem descalços. Extremamente brincalhões, os Pés Grandes vivem imundos por nunca tomarem banho e são muito ligados a terra. Estas criaturas irão proporcionar boas risadas aos leitores, principalmente Zig e Cliffe, que acompanharão toda a saga.

Jornalismo na Alma- Em Firewitch's existe uma batalha continua entre o bem e o mal. Como é a sensação de mexer de forma tão forte com o imaginário dos leitores?
Naicon Martins-O lado forte de Firewitch’s é a perseguição de Malagat pelo Sétimo Espírito encarnado em Lisa, a última Bruxa de Fogo. No primeiro livro, apresento esta criatura diabólica que surgiu nas profundezas das Trevas. Rei dos Carrascos, Malagat foi servo dos grandes reis por longos anos como executor de penas de morte juntamente com seus irmãos. No entanto, havia um poder que ele desejava, encarnado no corpo de uma bruxa. Essa obsessão o baniu dos sete reinos e o aprisionou na Ilha das Sombras.

A batalha entre o bem o mau ganha dimensões maiores a partir do segundo volume da saga, quando um grupo de seguidores trazem as sombras para Aragorn. Inicia-se assim, uma corrida contra o tempo para salvar a bruxa de fogo e impedir que a semente do mau germine mais uma vez e traga à luz a Árvore das Trevas, mãe de todas as criaturas sombrias.
Reino sombrio
Narrar uma guerra entre o bem e o mau é uma sensação incrível. É sentir em si mesmo o que o personagem sente. É viver o que o personagem vive. Brincar com a imaginação do leitor é algo mais fantástico ainda, pois o escritor expõe tudo aquilo que ele imagina ser perverso e ao mesmo tempo, o que ele imagina ser realmente bom. Não há limites para a criação. As vezes brinco com meus amigos, que também são meus leitores, que a coisa mais gostosa em uma guerra contínua entre bem e mau, é a discórdia que o autor cria entre os personagens. Ele põe os leitores em uma posição de expectadores, capazes de sentir afeição, raiva e muitas vezes ódio por um personagem que se comporta de forma contrária ao que ele acredita ser certo. Quando o escritor consegue mexer com os sentimentos de seus expectadores, não há leitor que resista à sua estória.

Jornalismo na Alma-Sobre qual tema escreveria um outro livro? Por quê?
Naicon Martins-Romance policial. No início da entrevista eu disse que o desejo de escrever surgiu quando comecei a ler os romances policiais de Agatha Christie. Curioso, que não foi esse o gênero que segui para escrever Firewitch’s. Bom, depois de estrear com o gênero totalmente diferente do que me inspirou a iniciar a carreira, acho que o mais justo seria voltar às origens. Tenho planos de fazer isso ao fim de Firewitch’s.

Jornalismo na Alma-Se pudesse ser personagem do seu livro qual seria? Por quê?
Naicon Martins-Seria um personagem muito marcante na obra. O nome dele é Athus Lupus. Escolheria ele porque é um personagem protetor, astuto e leal. Em muito me identifico com ele. Somos pessoas tímidas, porém, muito observadoras e sempre dispostas a ajudar quem precise.

Jornalismo na Alma-Como seria seu paraíso literário?
Naicon Martins-Confesso que não havia pensado nisso. Está aí uma coisa para se pensar. Vou ficar devendo a resposta.

Jornalismo na Alma-Qual a maior dificuldade que enfrentou para publicar seus livros? Como  superou essa situação?Firewitch's é sua primeira obra publicada?
Naicon Martins-Firewitch’s é minha obra de estreia e encontrei muitas dificuldades até alcançar sua publicação. A primeira delas foi a falta de informação. Quando se é novo no ramo, não se sabe o que fazer, onde procurar e quem procurar. Não há pessoas que possam dar respostas satisfatórias, ainda mais quando você mora em uma cidadezinha esquecida no norte do país. A segunda dificuldade são as editoras que mantém suas portas fechadas para escritores desconhecidos. A grande preferência delas é para obras conhecidas e que obtiveram algum sucesso. Infelizmente não há incentivos satisfatórios por parte do governo em apoiar esses novos talentos esquecidos pelo país.

Superar essas dificuldades não foi fácil. Minha solução foi socorrer ao grande oráculo do século 21: o Google. Isso mesmo, o Google foi um grande aliado para que eu pudesse compreender melhor esse universo de escritores e editoras. Foi inclusive nele, que encontrei uma ferramenta incrível e acessível para que eu publicasse há um ano atrás, de forma não profissional, a minha obra: o Clube de Autores.

Jornalismo na Alma-Como sente-se com a receptividade das pessoas que leram suas obras?
Naicon Martins-Muito feliz e satisfeito. É realmente gratificante quando alguém chega até você e elogia seu livro. Mais gratificante ainda quando me dizem estar ansiosos pela publicação do segundo livro. Isso me motiva a continuar escrevendo cada vez mais.

Jornalismo na Alma-De que forma as parcerias literárias com blogs/sites ajudam o escritor?
Naicon Martins-As parcerias literárias são tudo de bom para o escritor. Eu me sinto muito feliz quando recebo uma proposta de parceria. Não sabe como é gratificante isto, pois vejo no blog/site parceiro, uma verdadeira porta aberta para que outros leitores conheçam minha obra. Uma coisa é certo, os parceiros são responsáveis pelo sucesso do escritor.

Jornalismo na Alma-Diga um autor preferido no Brasil? Por quê?
Naicon Martins-Monteiro Lobato. Na minha opinião é o grande mestre da literatura infantil. Seus livros (cito o Sitio do Pica Pau Amarelo), fizeram parte de minha infância e não há como negar que ele também fez parte da infância de muitos escritores e leitores do país.

Jornalismo na Alma-Diga um autor estrangeiro preferido? Por quê?
Naicon Martins-Agatha Christie. Simplesmente sou fascinado por sua genialidade e simplicidade de seus romances.
 Agatha Christie
Jornalismo na Alma-Qual a dica que você daria para futuros escritores?
Naicon Martins-A primeira dica que eu daria é que não se escreve um livro do dia para a noite. Muito menos uma saga. Não tenha pressa em escrever. As melhores estória demoraram anos para serem construídas. Não se aborreça se o Word der pane e criptografar todo o seu texto, como ocorreu comigo. O importante é não desistir, pois o talento existe em você e os obstáculos que surgem, servem para que você possa escrever cada vez melhor.

A segunda dica é que o escritor não deve se preocupar se aquela grande editora não aprovou seu livro. Lembre-se, elas estão no mercado literário para, na maioria da vezes, encher nossas estantes de livros estrangeiros.  O ideal é você procurar editoras menores que são mais receptivas aos novos talentos.

Mas, se você deseja produzir seus próprios livros, sem precisar de editoras, porém, não possui capital suficiente para cobrir os gatos da publicação, fica minha terceira dica. Procure ferramentas online de publicação sob demanda. Você não gastará nada com a publicação e, se gastar será com quantidades pequenas que cabem no seu bolso. Um exemplo dessas ferramentas são o Clube de Autores, Agbook, Bookess, entre outros. Uma outra alternativa também é publicar sua obra de forma digital. Os e-books estão dominando o mercado literário aos poucos e é uma grande alternativa para quem não tem tempo de ir a uma livraria ou espaço para guardar tantos livros físicos.

Espero que minhas dicas possam de alguma forma ajudar os novos escritores que estejam lendo esta entrevista, a seguir em frente com seu trabalho.

Jornalismo na Alma-Para encerrar gostaria de fazer um bate e volta com você.
Naicon Martins-
Uma pessoa: Minha mãe
Um desejo: voar
Um livro: A morte no Nilo
Uma música: Greensleeves
Uma comida: pizza
Uma bebida: vinho
Uma frase: Mude as suas opiniões, mantenha os seus princípios, troque as suas folhas e mantenha as suas raízes. (Vitor Hugo).
Animal de estimação: cachorro
Filhos: responsabilidade
Dinheiro: realização pessoal
Felicidade: família
Fama: Ascensão profissional
Religião: nenhuma
Blogueiros: tudo de bom
Falsidade: quero distância


Naicon Martins
Sobre o autor
Natural de Nova Venécia/ES, Naicon de Souza Martins nasceu em 17 de maio de 1990. Aos oito anos escreveu seu primeiro livro “O Menino Mágico” e aos onze já produzia pequenas peças teatrais para o colegial. Em 2005, inicia a saga “Firewitch’s” que o ocuparia pelos anos seguintes. Após seis tentativas frustradas de terminar o livro, Naicon conclui “O Sétimo Espírito” e começa a dar vida ao fantástico mundo de Aragorn. Em 2008, conclui o segundo livro da saga “O Mestre das Sombras” e no ano seguinte suspende a carreira de escritor e inicia a vida acadêmica. Atualmente, residindo em Cacoal/RO, com dois livros escritos e outros inacabados, Naicon retorna ao Mundo de Aragorn para dar continuidade aos três livros que encerrarão a saga.

Contato

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11 comentários:

  1. Oiiii, quanto tempo ein? Seu blog está lindo demais!
    Olha só, não conhecia esse escritor. Bem legal!


    http://senhoritapriscila.blogspot.com
    Curti a fan page? (www)
    @priscilafrr,
    beijo.

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  2. Adorei a entrevista!

    Beijos

    Jéssica
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  3. Bom dia!
    Que simpatia o Naicon, e como é objetivo esse rapaz.
    Gostei da entevisa.
    bjs
    Ritinha

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  4. Bom dia!
    Estou extremamente curiosa para ler o livro do Naicon, principalmente depois de descobrir tantas coisas em sua entrevista :)

    Beijinhos,
    www.procurei-em-sonhos.com

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  5. Não conhecia o autor e nem a obra. O livro parece ser excelente, bem do estilo que eu gosto. Lerei assim que possível.

    Paloma, aceito a entrevista sim. Será um prazer. Meu e-mail é mlucas92@hotmail.com

    Beijos!

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  6. Adorei a entrevista e gostei de conhecer o trabalho dele, que parece excelente. Se ele se inspira em Monteiro Lobato, com certeza sabe o que faz...

    Bjs, Isabela.
    www.universodosleitores.com

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  7. Que escritor novinho rs
    :)
    A capa do livro está linda! adorei a resenha
    Bjks

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  8. adorei a entrevista!
    Beijos!

    www.fashionfrisson.com

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  9. Gostei MUITO da entrevista!! É muito bom conhecer novas obras, seus autores e suas conexões!! :)

    www.adolecentro.com/

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  10. Ola, sou um grande fã da obra do Naicon, ja o conheço a algum tempo, e comprei o livro quando ele lançou-o no Clube do Autor, antes disso ja conhecia a obra, pois eu ja havia lido algumas paginas quando estava no colegio, junto com ele, acho este livro incrivel, para mim é uma das melhores obras brasileiras, pois curto muito o estilo aventura e magia do livro. Só achei que ele poderia ter falado da J.K. Rowlling tb, pq foi uma das escritoras que o inspirava na época que começou a escrever Firewitch's.

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  11. Olá Paloma
    Amei a entrevista e as respostas do autor.
    Não conhecia o autor e nem o livro, mas fiquei interessada na obra.
    Beijos

    Jéssica - Leitora Sempre
    http://www.leitorasempre.com/

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