Entrevista com escritor Samuel Cardeal

Entrevista Jornalismo na Alma
Olá meus leitores!O Jornalismo na Alma traz entrevista com o autor Samuel Cardeal, que escreveu o livro Demônios não choramAbaixo vocês podem conhecer um pouco mais sobre o escritor e também o livro.Vamos conferir?
Sobre o livro
O ano é 2184, a tecnologia avançou de forma veloz e assustadora. A sede do homem pelo “progresso” fez se exaurir grande parte das reservas naturais do planeta. Diante da escassez geral de alimentos e fontes de energia, a terceira grande guerra foi inevitável. Depois de um confronto sangrento de violência irracional e desenfreada, a guerra acabou, e o resultado: todos foram derrotados.

O mundo que conhecemos hoje foi reduzido a destroços de uma civilização que não mais existe. Mais de 90% da população foi dizimada. Diante da fragilidade dos sobreviventes, as criaturas que antes viviam nas trevas, escondidas e agindo enquanto todos dormiam, fizeram do planeta destruído seu domínio. Os humanos, aterrorizados, passaram a se esconder em abrigos subterrâneos e em velhas galerias de esgotos.

É nesse cenário caótico que Ezequiel, um caçador de demônios, viverá a jornada que mudara totalmente o rumo de sua vida e da de muitos outros. Um cavaleiro solitário que vaga pelas terras devastadas, caçando e eliminando os filhos do Inferno. Mas Ezequiel não tem esperança de um futuro melhor, persegue os infernais somente por ser a única coisa que sabe fazer.

Quando o caçador, após um exorcismo, se vê obrigado a levar consigo a menina que salvou, uma onda de acontecimentos o conduz à derradeira aventura que culminará no embate final entre a Terra e o Inferno. Somente um será o vencedor, e o destino do que resta da humanidade depende da coragem de Ezequiel e dos aliados que se juntaram a ele nesta incrível e perigosa jornada. Se falharem, Terra e Inferno passaram a ser um só mundo, de eterno castigo para todas as almas humanas​​​​​.​


Jornalismo na Alma-Como surgiu o desejo de tornar-se escritor?
Samuel Cardeal-Na verdade, aconteceu como a adaptação de um desejo. Há algum tempo, tenho um enorme desejo de trabalhar com cinema. Assim, iniciei a escrita de “Demônios Não Choram” como um argumento para roteiro. No entanto, no meio da história, parei para pensar e me lembrei de em que país estava. Como não domino a língua inglesa, concluí que um roteiro de cinema de uma ficção distópica no Brasil era um peso morto. Decidi, então, transformar a ideia em um romance, e confesso que me encontrei. Foi a decisão mais acertada e feliz que podia tomar. A escrita me deu um novo fôlego, e hoje estou totalmente focado nesse novo ofício.

Jornalismo na Alma-Qual a maior dificuldade que enfrentou como escritor?
Samuel Cardeal-A maior dificuldade, que ainda enfrento, é para fazer o livro chegar aos leitores. Claro que a internet é uma aliada fabulosa, mas sem o apoio de uma editora, a divulgação é toda por minha conta. Como meu livro é impresso sob demanda, há limitação no preço e, infelizmente, o e-book ainda é pouco difundido no Brasil. Ademais, enfrento a dificuldade que todo escritor enfrenta: viver de literatura. São poucos os que conseguem, e é uma graça que tento buscar todos os dias da minha vida.

Jornalismo na Alma-Como fez para superá-la?
Samuel Cardeal-Ainda estou tentando, mas os blogs literários têm sido muito importantes e receptivos nessa minha árdua tarefa de auto divulgação.

Jornalismo na Alma-Quanto tempo levou para escrever Demônios não choram?
Samuel Cardeal-Como comecei com a ideia do roteiro, não consegui calcular bem o tempo, mas, a partir do momento que decidi transformar a ideia em um romance, passaram-se 8 meses até que eu chegasse à versão que está atualmente à venda.

Jornalismo na Alma-Como surgiu a escolha do nome do livro?
Samuel Cardeal-Durante a escrita, esse nome veio à minha cabeça, e sempre o achei sonoro e impactante. Muitos associam ao jogo Devil May Cry, que confesso nunca ter jogado, mas sempre achei o título forte e influenciou na escolha.

Jornalismo na Alma-Fale um pouco mais sobre Demônios não choram para os leitores. Pelo que vi sua estória é uma distopia, certo? Como buscou inspiração para criar o ambiente onde desenrola a estória?
Samuel Cardeal-A história se passa no ano de 2185, no Brasil. Após a 3ª Grande Guerra o planeta ficou reduzido à ruínas. Com 90% da população dizimada, criaturas sobrenaturais deixaram de se esconder e passaram a aterrorizar a humanidade indiscriminadamente. Nesse contexto surge a história de Ezequiel, um caçador de demônios que nasceu na Terra já destruída, e que vaga pelo território caçando e aniquilando essas criaturas. Nessa jornada, aliados se juntam a ele rumo a uma missão diferente de qualquer outra, que decidirá o destino da humanidade.
Fora as influências de inúmeras obras que gosto, principalmente no cinema, busquei inspiração na situação atual do planeta e até onde ela pode nos levar. Apesar de se tratar de
uma ficção, muitas coisas relatadas no livro podem, de fato, vir a acontecer se o homem não mudar de atitude no que diz respeito ao nosso planeta.

Jornalismo na Alma-Ezequiel é como se fosse um super-herói caça demônios? Você se inspirou em alguém para criá-lo? Se sim, quem? por quê?
Samuel Cardeal-Ezequiel é um pouco super-herói, mas também tem um pouco de anti-herói, pois carrega uma personalidade ranzinza de um homem amargurado pela vida, afastando os que querem se aproximar.
Não consigo apontar uma inspiração direta, mas, com certeza, ele tem um pouco de cada coisa, tirada de vários personagens, reais ou imaginários.

Jornalismo na Alma-Demônios não choram é uma obra de ficção que mostra em que o mundo pode se tornar. Com o egocentrismo humano cada vez mais desenfreado, você acha que podemos viver futuramente uma espécie de realidade semelhante?
Samuel Cardeal-Eu acho que, se nossa atitude permanecer a mesma, nosso futuro pode ser ainda pior. Acho que, antes que a terra seja destruída, nós nos destruiremos. E, após a extinção da raça humana, talvez o mundo tenha salvação.
distopia


Jornalismo na Alma-Se pudesse ser um personagem do seu livro, qual seria? Por quê?
Samuel Cardeal-Se eu pudesse escolher, não seria nenhum deles, pois no mundo em que vivem, todos sofrem um bocado. Mas, se não tivesse escolha, eu acho que seria Isabel. Acho que ela é a personagem que lida melhor com o que se tornou o mundo, e a mais habilitada a conseguir ser feliz, apesar dos pesares.

Jornalismo na Alma-Sobre qual tema escreveria outro livro?
Samuel Cardeal-Me considero extremamente eclético. Tenho dois livros escritos, ainda inéditos, e são de estilos bem diferentes. Um deles é um drama, com um toque de thriller. O segundo é bem mais thriller, e quase sem nenhum drama. Estou me preparando para escrever uma ficção científica. Mas tenho diversas ideias na gaveta, desde uma comédia romântica até um violento romance histórico.

Jornalismo na Alma-Com sente-se com a receptividade das pessoas que leram seu livro?
Samuel Cardeal-As poucas pessoas que leram o livro foram bem receptivas e me deram opiniões que me deixaram muito feliz. Espero que mais pessoas possam ler essa obra, pois o mais importante são os leitores, afinal, e para eles que a gente escreve!

Jornalismo na Alma-Qual seu gênero literário preferido? Por quê?
Samuel Cardeal-Não tenho um gênero literário preferido, acho que vai do momento. O primordial é a qualidade da história e a fluidez de como ela é contada.

Jornalismo na Alma-Qual livro atualmente está na sua cabeceira? O que está achando da leitura?
Samuel Cardeal-Atualmente estou lendo Tempestade de Areia, da talentosíssima autora nacional Karen Soarele. Na verdade o livro está atualmente no meu bolso, pois adquiri a versão eletrônica.
Estou gostando muito da leitura, que segue o estilo e qualidade do primeiro livro da série, Línguas de Fogo.

Jornalismo na Alma-Diga um autor preferido no Brasil? Por quê?
Samuel Cardeal-Difícil! Atualmente diria Eduardo Spohr, um autor que tem se superado a cada obra que escreve, o que é inspirador e instigante. Mas existem muitos autores que preciso ler, então é uma opinião que pode mudar a qualquer momento.

Jornalismo na Alma-Diga um autor estrangeiro preferido? Por quê?
Samuel Cardeal-Outra pergunta extremamente difícil. Acho que o Chuck Palahniuk um escritor fantástico, com um estilo próprio e politicamente incorreto como todo escritor deve ser. Mas tem um autor que escreveu um dos livros mais incríveis que já li, mas que, infelizmente, não publicou mais nada. Hugh Laurie e seu “O Vendedor de Armas” me conquistaram de cara, e garantiu uma posição entre os meus prediletos.
Chuck Palahniuk

Jornalismo na Alma-Qual a dica que você daria para futuros escritores?
Samuel Cardeal-Escreva, escreva e escreva. Jamais desista. E se dedique ao trabalho. Um livro é como um filho, tem que ser criado com cuidado e dedicação, mas, ainda que imperfeito, tem que ser entregue ao mundo. 
E se você não é herdeiro de uma fortuna, trabalhe e faça da escrita seu projeto paralelo, até que possa dedicar-se somente a ela, pois, caso contrário, as primeiras quedas podem ser muito dolorosas e enterrar seu sonho para sempre.

Jornalismo na Alma-Para encerrar gostaria de fazer um bate e volta com você.
Samuel Cardeal-
Uma pessoa: Minha mãe e minha esposa (não dá pra escolher entre elas)
Um desejo: Felicidade Plena
Um livro: Aquele que ainda não escrevi.
Uma música: The great gig in the sky – Pink Floyd
Uma comida: Arroz, feijão e frango assado.
Uma bebida: Água.
Uma frase: “As pessoas boas devem amar seus inimigos”
Animal de estimação: Qualquer um de pelúcia.
Filhos: Alegria, que venham muitos!
Dinheiro: Mal necessário
Felicidade: Família
Fama: Efêmera
Religião: Deus
Blogueiros: Anjos
Falsidade: Lamentável
Anjos: Estão por aqui
Demônios: Estão tentando ficar por aqui

Sobre o autor
Big
Samuel Cardeal nasceu em Belo Horizonte ano de 1986. É contador por profissão e escritor por uma inexplicável necessidade espiritual. Apaixonado pela arte de contar histórias e sempre ávido por novos e surpreendentes enredos decidiu contar, ele mesmo, a história que gostaria de ler. Gosta de cinema, quadrinhos, televisão e, obviamente, literatura. Aprecia todos os gêneros e acha que todos podem render obras geniais, separadamente ou misturados em uma única empreitada. Seu primeiro romance, Demônios não Choram, traz uma mistura de tudo que leu, viu e ouviu em toda sua vida, criando uma história especialmente singular.

Contato

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10 comentários:

  1. Adorei a dica dele!
    Vou escrever mais, porque tenho muitos filhos na memórira rs

    beijos
    macaaverdee.blogspot.com

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  2. Oi, Lominha.

    Não conhecia o autor nem o livro. Legal tê-lo por aqui. Desejo muita sorte e sucesso na carreira do Samuel. ;)

    Beijos,

    Isie Fernandes - de Dai para Isie

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  3. Olá,

    Obrigado pela oportunidade de ter essa conversa super agradável. E muito obrigado pelo apoio

    Beijo

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  4. adorei a entrevista, =] também adoro Chuck Palaniuk que nem ele ;) Fiquei curiosa pra conhecer o trabalho do autor, já anoite aqui.

    Beijos
    Nathália - Fashion Jacket
    www.fashionjacket.com.br

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  5. Gostei muito da entrevista.
    O título do livro me chamou bastante a atenção, confesso.
    Fiquei curiosa...
    Beijão e boa semana, Paloma <3

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  6. Oi Paloma

    Adorei a entrevistas, e suas perguntas foram muito legais e pertinentes.
    Obrigado pelo apoio

    Beijo

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  7. Oie Paloma
    já tinha visto o livro na blogosfera, mas não li nenhuma entrevista do autor. Achei super interessante a temática do livro, ainda mais por se passar no futuro, e ter uma pegada ficção científica. Curti muito a entrevista. bjos
    www.mybooklit.com

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  8. Olá Paloma,

    Muito boa a entrevista com o autor, é sempre bom sabermos um pouco mais sobre eles...parabéns...abraços.


    devoradordeletras.blogspot.com.br

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  9. O livro é um filho, own *-* ele parece ser muito simpático!
    Não conhecia nem o autor nem o livro, mas me interessei a partir da sinopse :D

    beijo

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  10. Ótima entrevista, Paloma (:
    Li todo o post e fiquei maravilhada com a entrevista, porque é nossa oportunidade de conhecer o autor.
    Demônios não choram tive a oportunidade de ler e só digo que valeu muito a pena, adorei (:

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