Resenha- A vida do livreiro A.J.Fikry- Gabrielle Zevin

Zevin, Gabrielle. A vida do livreiro A.J.Fikry/ Gabrielle Zevin; tradução Flávia Yacubían. – 1Ed.- São Paulo: Paralela, 2014.
Uma carta de amor para o mundo dos livros “Livrarias atraem o tipo certo de gente”. É o que descobre A. J. Fikry, dono de uma pequena livraria em Alice Island. O slogan da sua loja é “Nenhum homem é uma ilha; Cada livro é um mundo”. Apesar disso, A. J. se sente sozinho, tudo em sua vida parece ter dado errado. Até que um pacote misterioso aparece na livraria. A entrega inesperada faz A. J. Fikry rever seus objetivos e se perguntar se é possível começar de novo. Aos poucos, A. J. reencontra a felicidade e sua livraria volta a alegrar a pequena Alice Island. Um romance engraçado, delicado e comovente, que lembra a todos por que adoramos ler e por que nos apaixonamos. *Cortesia: Editora Paralela.

Ficha Técnica
Título original:THE STORIED
LIFE OF A. J.FIKRY
Tradução:Flávia Yacubian
Capa:estúdio insólito
Páginas:192
Formato:16.00 x 23.00 cm
Peso:0.27300 kg
Acabamento:Brochura
Lançamento:05/06/2014
ISBN:9788565530668
Selo:Paralela
Compra: AQUI.

Notas 
Capa: 10/10
Conteúdo:09/10
Diagramação:10/10
Conceito Geral:90/100 


 O livreiro que aprendeu o valor do amor
Por Paloma Viricio
Visão Geral
Apesar de amar livros e ser dono de uma livraria, A.J. não gosta muito de escritores. Acha-os desleixados, narcisistas, bobos e, em geral, desagradáveis. Tenta evitar conhecer quem escreveu os livros que ama por temer parar de amá-los”, p.33. Esse é A.J. Fikry, o livreiro. Ele é carrancudo, irônico, mal-humorado e tem manias bastante pessoais, mas mesmo assim é uma pessoa de bom coração. Com o tempo a vida acaba o ensinando que ‘Nenhum homem é uma ilha; Cada livro é um mundo’.

Tudo parecia perfeito na vida do livreiro A.J., até que a esposa morre e ele se torna um homem desagradável, que gosta de se embebedar e odeia a companhia da maioria das pessoas. O mundo é chato e a sociedade também. A única felicidade é a Island Books. Ah...e os livros, mas ele não gosta de qualquer gênero, então lançamentos melodramáticos só fazem aumentar ainda mais sua lista de reclamações. Em uma noite de bebedeira, A. J é roubado e levam seu pequeno pote de ouro, Tamerlane, uma raridade escrita por Edgar Allan Poe. Essa era a última grande chance de A.J. dar uma virada na vida, mas agora estava tudo perdido. Só que mais uma vez a situação muda, através de um misterioso pacote que deixam na livraria dele.

Avida do livreiro A.J.Fikry é um livro que inicialmente não chama muito atenção. A capa é fofa, mas bem simples e o título também pode não instigar tanto o leitor iniciar a leitura, mas isso é o de menos porque a obra é muito boa. Confesso que fiquei contente com tudo o que a autora me presenteou ao passar das páginas. “Sente-se bêbado, ou ao menos gaseificado. Louco. Primeiro, acha que é alergia, mas depois determina que é amor. Amor, porra, ele pensa. Que encheção. Atrapalhou seu plano de beber até a morte, de arruinar seu negócio. A coisa mais irritante é que quando começa a se importar com uma coisa, começa a se importar com tudo”, p. 59. Adorei os personagens que Zevin criou e principalmente o livreiro. Eles são tão humanos, as falas são perfeitas e bem construídas. A.J é um cara inicialmente carrancudo, mas que vai amolecendo o coração através das pessoas que ama.

Os fatos que vão dando liga ao decorrer da história são muito bem construídos. O livro me surpreendeu em diversos momentos e minhas obras preferidas se desenrolam dessa forma. As descrições da autora são bem ricas, dando mais entusiasmo para o leitor virar uma página atrás da outra. Você vai sofrendo e sorrindo com cada um e no final os personagens acabam se tornando importantes em nível igualitário. Foi uma leitura bastante agradável, tinha tudo para entrar na minha lista de favoritos. Só que infelizmente não gostei do final, não achei justo, mas quem sou eu para julgar os motivos da autora ter feito o que fez. Na trama encontramos reflexões sobre amor homem/mulher, paterno, materno e até mesmo laços de amizade.  Estar em um ambiente repleto de brochuras, editores e escritores é indescritível. Um ótima obra para quem é apaixonado por livros.“É o medo secreto de que não é possível sermos amados o que nos isola, diz a passagem, mas é apenas porque estamos isolados que pensamos não sermos amáveis”, p. 115.

Design e Diagramação
Confesso que não gosto muito de livros com capa branca, mas achei essa muito fofinha. Os livros abertos em formato de janela mostram que cada obra é a entrada para um mundo diferente. As letras não são grandes, mas o espaçamento está bem agradável e assim a leitura não se torna cansativa.

Sobre a autora

Começou sua carreira de escritora aos 14 anos. Formada pela Universidade Harvard, é roteirista e A vida do livreiro A. J. Fikry é seu oitavo romance. Depois de muitos anos morando em Nova York, hoje vive em Los Angeles. Fonte: Companhiadas Letras.

Licença Creative Commons
O trabalho O livreiro que aprendeu o valor do amor de Paloma Viricio foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Brasil.

Obs.: Todos os textos produzidos neste blog são da minha autoria e estão registrados. Se utilizá-los, por favor lembre-se dos créditos.  

Encontre  Monólogo de Julieta  também no:

12 comentários:

  1. Oi Paloma, joia?

    Fiquei interessada por esse livro justamente pelo título, acredita? Também achei a capa um amor (apesar de, como você, não gostar de capas brancas porque elas sujam com muita facilidade). Toda vez que leio uma resenha desse livro fico com aquela curiosidade para saber o que é o tal pacote que chega para ele... Tenho uma conhecida que leu e gostou muito, mas reclamou um pouquinho da revisão do texto. Espero que eu goste!

    Beijos!
    http://www.roendolivros.com/

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  2. Nossa, a capa logo me chamou atenção! Eu gosto muito de livros com essa temática. Vou procurar lê-lo.

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  3. Que vidinha triste,essa do livreiro em loma?! Só tem uma coisa boa que é claro são os livros <3
    Fiquei bastante curioso para ler esse livro!

    David - Leitor Compulsivo

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  4. Oi, Paloma!
    Este aparenta ser um ótimo livro. Não só por ter como tema o que todos nós aqui amamos, mas pela reflexão que ele nos induz. A visão da vida, do amor, da amizade... A pessoa que gosta de ler tem, mesmo inconsciente, um espírito aventureiro. Mas e quando a gente descobre que a nossa vida caiu na mesmice e que, afinal, não somos felizes? Por isso acredito que esse pode ser um bom livro. Uma boa reflexão sobre a vida.

    Gostei muito de seu blog, estou seguindo! Quando puder, faz uma visitinha lá no meu?

    Abraços,
    Diego.

    pecasdeoito.blogspot.com.br

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  5. Eu não conhecia o livro, mas deu vontade de ler.

    www.iasmincruz.com

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  6. Parece ser um bom livro. Gostei da resenha. bjs

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  7. Olá,

    Gosto da forma como escreve e como analisa o livro desde a capa, até os mínimos detalhes.
    Da até pra sentir o cheiro do livro ao ler suas palavras.

    Beijinhos
    http://micheleduartefotografia.blogspot.com.br/

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  8. Oi Lomita, como vamos?
    Gostei muito...bem interessante esse livro , já começando pelo título. Gostei de saber um pouco sobre a autora tbm, tem carinha de nerd mesmo hehehhe
    É amiga tem q sempre colocar aviso, pq os plagiadores estão a solta nos blogs quer dizer na internet como um todo...tive um stress mês passado afff
    Bjs

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  9. Oi, Paloma! Tô de olho nesse livro desde o lançamento... Esse título e essa capa chamam a atenção de qualquer pessoa que goste de ler, né?! Pena que o final não te agradou tanto... Adoreeei a última citação que destacou!

    Beijos, Entre Aspas

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  10. Ele odeia os escritores? Nossa!

    Fiquei encantada com a resenha, vai para minha lista do skoob, já que é para quem ama leitura, estou dentro.^^

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  11. Oi Paloma! Eu me surpreendi com o livro, é uma história muito boa e o jeito ranzinza do livreiro me fez rir muito, depois vemos aquela mudança nele por conta de fatos que não havia planejado e você percebe que no fundo, ele tem um coração enorme.

    Bjos!!
    Cida
    Moonlight Books

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  12. Parece um livro bom, mas não sei se vou ler porque nao conseguiu me conquistar completamente.
    beijos

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